Filmes
em DVD
O
início do fim
Baseado
numa história verídica, saiu em DVD o filme K-19,
the Widowmaker.Nesta matéria, você
fica sabendo tudo (mas tudo mesmo!) sobre tudo, então
pegue um fôlego e mande bala!
Por:
Aldo
Monteiro
Edição:
Mathias
Carvalho
 |
Na
opinião da Diretora e Produtora Kathryn Bigelow (ESTRANHOS
PRAZERES, CAÇADORES DE EMOÇÃO, QUANDO CHEGA
A ESCURIDÃO, JOGO PERVERSO), a história do que
aconteceu ao K-19 e à sua tripulação tinha
tudo o que um thriller de ação precisava e foi
construída bem no meio de eventos verdadeiros, já
que aconteceu durante a Guerra Fria. E como essa guerra foi
realizada num campo de batalha mental, e não físico,
o filme, criado a partir de fontes fornecidas pela população
e de registros históricos, torna-se ainda bem mais instigante
e singular. Kathryn Bigelow, que foi até à Rússia
conversar com os sobreviventes do K-19 e seus familiares, atesta:
"O filme tinha todos os elementos de um drama: o fator
suspense, a corrida contra o tempo - um submarino nuclear com
um reator prestes a derreter e podendo causar repercussões
globais catastróficas; no centro da ação
um comandante carismático e totalmente dedicado, cujas
corajosas decisões tomadas sob pressão salvam
a embarcação e sua tripulação; e,
acima de tudo, os corajosos jovens submarinistas que, mesmo
sabendo que estariam submetidos a doses letais de radiação,
tentam consertar o dano e impedir o desastre".
Envolvida durante cinco anos na produção de K-19:
THE WIDOWMAKER, a Diretora Kathryn Bigelow se diz privilegiada
pela extensa pesquisa que fez com pessoas cujas vidas foram
tocadas pelo desastre do K-19. Ela se inspirou em suas histórias
para fazer um filme que mostra o emocionante sacrifício
deles e seu espírito humanitário. "Nosso
filme analisa o heroísmo, a coragem e perícia
da força submarina soviética de formas nunca vistas
antes. É uma história fascinante de pessoas comuns
que se tornam heróis ao se confrontarem com uma situação
trágica. Capturar a nobreza desse sacrifício foi
a motivação básica para todos envolvidos
na realização deste filme", afirma ela. Aproximadamente
50 atores foram reunidos para retratar a tripulação
do K-19 e os líderes militares soviéticos.
Para
mostrar rostos que refletissem a diversidade de nacionalidade
que formam a União Soviética, Kathryn Bigelow
contou com talentos de países como Canadá, Islândia,
Inglaterra, Rússia e de Hollywood, tornando o elenco
singularmente internacional. Harrison Ford (OS CAÇADORES
DA ARCA PERDIDA, O FUGITIVO, SABRINA, JOGOS PATRIÓTICOS,
GUERRA NAS ESTRELAS, PERIGO REAL E IMEDIATO, A TESTEMUNHA, BLADE
RUNNER - O CAÇADOR DE ANDRÓIDES), que estrela
na pele do comandante Alexei Vostrikov, personagem inspirado
num verdadeiro comandante a bordo do K-19, foi atraído
ao projeto pelo fato de este retratar a experiência russa
durante a Guerra Fria, algo que ele acredita que Hollywood nunca
viu. "Não há mocinhos contra bandidos nesta
história e nada de política. Nosso objetivo era
fazer com que o público admirasse aqueles que serviram
no K-19.
Como em qualquer grupo, havia todos os tipos de pessoas a bordo,
que, quando ameaçadas por uma situação
terrível, se uniram com um comportamento heróico.
Quando chegou a hora, eles cumpriram com o seu dever",
revela o ator. Seu colega Liam Neeson (A LISTA DE SCHINDLER,
STAR WARS - EPISÓDIO I - A AMEAÇA FANTASMA, MICHAEL
COLLINS - O PREÇO DA LIBERDADE, EXCALIBUR, ROB ROY -
A SAGA DE UMA PAIXÃO, A MISSÃO, DARKMAN - VINGANÇA
SEM ROSTO, UMA LUZ NA ESCURIDÃO, NELL, ANTES E DEPOIS,
ETHAN FROME - UM AMOR PARA SEMPRE), que interpreta Mikhail Polenin,
inspirado no imediato do K-19, concorda e acrescenta: "K-19
forneceu ao elenco a oportunidade de retratar o heroísmo
de uma forma atemporal. Há uma grande dinâmica
humana nesta história. Sob incrível estresse,
confrontados com a morte, estes homens retratam o sentido do
dever e o compromisso um com o outro e com toda a humanidade".
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Reator nuclear derretendo
sempre dá frio na espinha
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K-19:
THE WIDOWMAKER foi filmado em Moscou em fevereiro de 2001. Felizmente,
devido ao estreitamento da relação russo-americana
pós-Guerra Fria, a equipe de produção,
com a cooperação das autoridades russas, obteve
acesso para filmar dentro dos prédios do governo e de
locais públicos. Um ex-comandante soviético de
submarino juntou-se à equipe durante a fotografia principal,
trabalhando ao lado de um consultor técnico naval, para
emprestar o máximo de autenticidade às práticas
navais e às operações à bordo. A
Desenhista de Figurinos Marit Allen (DE OLHOS BEM FECHADOS,
O JARDIM SECRETO, UMA BABÁ QUASE PERFEITA, UM BEIJO ANTES
DE MORRER, CAVALGADA COM O DIABO, STALIN, MINHA MÃE É
UMA SEREIA, A PEQUENA LOJA DOS HORRORES) trabalhou sob muita
pressão de tempo para produzir mais de 400 uniformes
navais usados pela predestinada tripulação do
submarino. Tal quantidade foi necessária porque cada
um dos atores precisava de várias mudas de figurino -
desde uniformes completos até macacões de trabalho.
Feito por costureiros russos, os uniformes são idênticos
aos usados durante a Guerra Fria, a começar pelo tecido.
Quando
as filmagens na Rússia terminaram, a equipe de produção
seguiu diretamente para Lake Winnipeg, no Canadá, onde
ficou dois dias. Ali, a superfície congelada do lago
se passou, de forma convincente, pelo Oceano Ártico.
Em seguida, elenco e equipe foram para Toronto, onde foram rodadas
as seqüências do interior do submarino. Outras locações
incluíram Halifax, na Nova Escócia, onde os estaleiros
cobertos de neve se passaram pela base naval soviética
de Murmansk. Depois de mais trabalho de interior em Toronto,
a produção voltou para Halifax, que serviu de
base para as filmagens no Atlântico Norte. A fotografia
principal foi completada em junho de 2001, após o que
a Diretora e Produtora Kathryn Bigelow voltou para Los Angeles
para a edição de pós-produção
e o trabalho de efeitos especiais.
Embora
K-19: THE WIDOWMAKER seja, antes de tudo, uma história
humana de coragem, dever e de decisões impossíveis,
suas raízes no fato histórico criou desafios excepcionais.
Recriar o verdadeiro submarino nuclear foi, por si só,
uma grande façanha. Reproduções precisamente
detalhadas de dez de seus compartimentos foram construídas.
Autênticas do menor botão ao mostrador, o interior
do K-19 é repleto de painéis em russo e um labirinto
de canos. Para se obter ainda mais autenticidade, os Desenhistas
de Produção Karl Juliusson (DANÇANDO NO
ESCURO, AMATEURS, JUNK MAIL, UM DETETIVE DO OUTRO MUNDO, ONDAS
DO DESTINO) e Michael Novontny (INFERNO, CIDADE DO ÓDIO,
A INVASÃO, SURFISTAS NINJAS) chegaram ao ponto de contratar
uma companhia em Toronto para criar um jogo de jantar completo,
já que os verdadeiros pratos navais não estavam
disponíveis. Mas essa extrema autenticidade das cenas
internas não foi o suficiente. O exterior do K-19 também
teve que ser totalmente fiel ao original.
Como o verdadeiro K-19 está num cemitério de navios
russo, totalmente desmantelado, "incapaz de ser recriado
até mesmo por Hollywood", na opinião do Produtor
Edward S. Feldman (O SHOW DE TRUMAN - O SHOW DA VIDA, A TESTEMUNHA,
VIAGEM AO MUNDO DOS SONHOS, A MORTE PEDE CARONA, QUANDO CHEGA
A ESCURIDÃO, 101 DÁLMATAS, 102 DÁLMATAS),
um novo teve que ser escalado para fazer o papel do predestinado
submarino. O Produtor Joni Sighvatsson iniciou negociações
para conseguir emprestado um velho submarino soviético
que fica em St. Petersburg, Flórida, e conseguiu rebocá-lo
até o Canadá. Produtora e Vice-presidente Executiva
de Produções da National Geographic Feature Films,
Christine Whitaker (UM SONHO DISTANTE, MEU PRIMEIRO AMOR, OS
PUXA-SACOS) observa: "O submarino da Flórida era
menor e de uma classe diferente do K-19, mas depois que os nossos
desenhistas de produção fizeram a sua mágica,
parecia o original"..
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| Ford
e Neeson; quebra-pau subaquático |
As
filmagens no mar pediram que a Diretora e Produtora Kathryn
Bigelow se tornasse uma "almirante provisória",
com uma "armada" de aproximadamente 20 embarcações
e um exército de peritos navais sob o seu comando. Além
da recém-construída réplica do K-19, outros
navios importantes na frota de produção de Bigelow
incluíam um submarino canadense fora de uso (que foi
reconfigurado para se passar pela embarcação soviética
despachada para resgatar o K-19) e o navio canadense Terra Nova,
para o "papel" do destróier americano USS Decatur.
Também sob o comando da cineasta estavam a barcarça
que servia de apoio a uma réplica da torre do K-19, um
enorme barco salva-vidas, cinco rebocadores, um barco-câmera,
duas embarcações de catering, seis Zodiacs e outras
para o pessoal da produção e para os departamentos
de arte e de efeitos especiais - literalmente, um frota de embarcações
importantes para uma tomada de sucesso.
Pela primeira vez em sua ilustre história, a Orquestra
de Kirov, uma das melhores do mundo e cujas raízes vêm
do reinado de Pedro, o Grande, no século XVIII, poderá
ser ouvida na trilha de um filme, o K-19: THE WIDOWMAKER. Essa
trilha original, composta por Klaus Badelt (O PRÍNCIPE
DO EGITO, GLADIADOR, MISSÃO: IMPOSSIÍVEL - 2,
INIMIGO DO ESTADO, A MÁQUINA DO TEMPO, ALÉM DA
LINHA VERMELHA, A OUTRA FACE, X-MEN - O FILME, PEARL HARBOR)
especialmente para o filme, foi parcialmente gravada no Constitution
Hall, em Washington, DC - outra exceção para uma
orquestra russa - sob a batuta de Valery Gergiev.
Opinião dos russos
Os especialistas russos, envolvidos na operação
de resgate do submarino nuclear "Kursk", dividem-se
na avaliação do filme "O "K-19"
- Fabricante de Viúvas", de Kathryn Bigelow, sobre
o submarino soviético "K-19".
Como disse na abertura de uma exposição por ocasião
do primeiro aniversário da operação de
resgate do submarino "Kursk", o académico Igor
Spasski, director-geral do laboratório de projecção
"Rubin", ele "não assistiu nem vai assistir
ao filme "O "K-19" - Fabricante de Viúvas",
pois é de opinião de que os cineastas norte-americanos
não podem, em princípio, fazer um filme verídico
sobre os submarinos soviéticos.
O almirante Mikhail Motsak, que havia dirigido a operação
de resgate do submarino nuclear "Kursk", disse, por
seu turno, ter ficado satisfeito com a obra dos cineastas americanos.
"No filme, os tripulantes do submarino "K-19"
aparecem como verdadeiros heróis" - disse o almirante.
"Os autores da obra quiseram render homenagem aos marinheiros
soviéticos e relatar a sua proeza, e conseguiram"
- afirmou Motsak. |
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